A POETA

A POETA
COM SEUS MANUSCRITOS

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Reflexão


Muitas vezes passamos um longo tempo
de nossas vidas
correndo desesperadamente atrás
de algo que desejamos
seja um amor
um emprego
uma amizade
uma casa
etc...

Muitas vezes a vida usa símbolos,
acontecimentos,
que são sinais para que possamos entender
que antes de merecermos aquilo que desprezamos,
precisamos aprender algo de importante:

Precisamos estar prontos e maduros
para viver determinadas situações.

Saudade


Um dia olharás para trás
e verás um amor que
aos poucos brotou.

um coração preenchido
com amarguras que o tempo
não é capaz de esquecer.

Mas o mesmo amor que fere,
cura, doi e aquece
que transforma tudo aquilo que toca...

Então verás
quanto sofre e fez sofrer...

Verás que o tempo
não acaba com o amor.

Apenas tranforma em saudade.

Sem a tua presença


Ao entardecer
pus o que restava do dia

Fui ficando fraca

E o véu negro da noite
deixou-meu sem saber o que fazer,

Não sei se caminho no escuro
à tua procura,

pois sem tua presença
me sinto cheia de amargura.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Iha dos Sentimentos

(recontada por Maria de Lurdes)


O Amor avisou a todos os sentimentos que a Ilha seria inundada. E queria sair de lá o mais rápido possível.

A primeira a ir embora foi a Riqueza.

O Amor pediu:

- Me leva com você?

- Não posso -, respondeu a Riqueza, meu barco está carregado de ouro.

O outro barco era o da Alegria.

O Amor tornou a pedir:

- Me leva com você?

- Não posso, estou muito alegre para levar você -, respondeu a Alegria com um enorme sorriso.

O Amor avistou outro barco, o da Tristeza, e fez o mesmo pedido.

- Não posso levá-lo comigo, pois estou muito triste, lamentou a Tristeza com muito pranto.

O Amor nunca se cansava, pois tinha esperança de sair da Ilha com vida.

A Vaidade ia passando, quando o Amor a fitou com clemência.

- Não posso, disse a Vaidade. Você pode sujar o meu barco.

A tempestade começou a se aproximar. Parecia tudo perdido para o Amor. Porém, ao longe vinha um modesto barco. E dentro dele, um velhinho.

- Suba logo, aqui tem lugar para você -, disse o velhinho.

O Amor subiu no singelo barco e velejou, velejou, velejou... O Amor estava muito curioso. "Quem será esse velhinho", interrogou a si mesmo o Amor.

O velhinho leu os pensamentos do Amor e respondeu:

- Eu sou o Tempo. E só o Tempo entende um Grande Amor.